O cuidado do texto também foi redobrado, já que contamos fragmentos das histórias de pacientes de esquizofrenia da vida real.
Informações da novela estão disponíveis na Internet e são fáceis de abordar para uma “noveleira” como eu.
O desafio foi entender a doença mental. O que só foi possível graças à receptividade dos voluntários (médicos, artistas plásticos...) e usuários (portadores de transtornos psicológicos graves, como a esquizofrenia e o transtorno bipolar) do Projeto Vivendo e Reaprendendo, do Centro de Prevenção e Intervenção nas Psicoses, em Porto Alegre.
Foram dois dias de contato com este “outro mundo”, que nada tem de assustador. Talvez pelo ambiente familiar de escola, já que funciona em um antigo colégio frequentado por crianças, jovens e adultos pertencentes a outras entidades, e pelo trabalho realizado por profissionais competentes, percebi a doença não como “bicho de sete cabeças”, mas algo natural que pode acontecer com qualquer pessoa.
Um diálogo simples demonstra o clima descontraído e sem preconceitos que encontrei:
Paciente - Tu és voluntária?
Lu - Não, vim fazer uma matéria. Você é voluntária?
Paciente: Não, sou bipolar.
Enfim, produzi mais do que uma matéria jornalística,
aprendi uma lição de vida.

Alexandre (à direita) foi a primeira pessoa com quem tive contato ao visitar o Projeto e acabou se tornando o personagem central da matéria. Conversei com outros pacientes, como Guilherme, de 22 anos, cuja história se aproxima mais com a do Tarso da ficção. Mas, pela falta de autorização de seus pais, e seguindo a orientação das responsáveis pelo serviço voluntário, optei por não identificá-lo.
Editoria: Saúde
http://metodistadosul.tempsite.ws/planetaipa/index.php?option=com_content&view=article&id=291:esquizofrenia-um-drama-real-no-horario-nobre&catid=8:saude&Itemid=17

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